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quarta-feira, novembro 02, 2011

Sobre aquelas sensações.

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Lembro de quando eu era menor, uma criança sonhadora que precisava, sentia a necessidade de viver mais e mais, que queria crescer sem pular nenhuma etapa importante, que queria ser como uma daquelas protagonistas de filme, que olham para trás, riem, choram e percebem que fizeram sim, o passado valer a pena.
Era desse jeito, eu lembro. Eu queria ser a rainha da maturidade, querendo ser adulta, ter responsabilidades. Eu não me arrependo disto. Apesar de na época eu não ter a mínima noção do que enfrentaria quando eu crescesse de verdade, eu queria estar me preparando, pelo menos psicologicamente, para algo que eu sabia que ia ser pesado: o futuro, o presente mais próximo do que eu previa.
Eu tinha a consciência de que cresceria e aprenderia muito com a vida. É. Consequências de uma infância repleta de livros sobre lições, aprendizados, mas tambêm sobre meninas, adolescência e crescimento, sem falar nos filmes onde a mocinha era uma adolescente ruiva legal (muitas vezes interpretada pela Lindsay Lohan), que era muito tímida e com o tempo ia se mostrando a garota mais incrível que qualquer amiga ou garoto pudesse conhecer. Sonhadora? Jamais. Apenas levada pelas imagens, para mim: grandes lições, do meu tempo de criança.
E hoje acho que me senti, e até estive, estou preparada para dar uma pequena olhada para trás. Para ver como as coisas mudam de um dia para o outro, para ver como eu cresci. Tanto por dentro como por fora.
Como meu pensamento mudou tanto em relações a certas coisas, e como ele permaneceu intacto sobre outras. Como eu sim, vivi algumas coisas dignas dos filmes adolescentes que eu assistia na sessão da tarde quando tinha 10 anos. Como as coisas simplesmente mudaram e o tempo passou.
Esses dias eu li um livro muito bom sobre uma pré-adolescente em constante mudança, um livro que eu ganhei quando era muito pequena, e lia várias vezes. E semana passada, quando eu re-li ele, eu lembrei e achei graça de como eu pensava diferente e tão igual de hoje em dia sobre tantas coisas.
E tomei uma decisão: eu não vou mais contar os minutos, nem os dias, nem nada. Não vou limitar mais meu tempo, pois quero viver muito. Quero me realizar, ser feliz, e realizar meus sonhos. Quero apostar no impossível, e se for preciso: bater de frente com o mundo, encará-lo. Desejo apenas continuar vivendo intensamente, tomando conta apenas de mim. Crescendo, amadurecendo e vivendo, simplesmente vivendo.
O tempo passou rápido né, e a vida realmente me mostrou que, sim, esta é a sequência: errar, se machucar, levantar, superar e finalmente ver o quanto sentiu e viveu sem nem perceber.
E com essa, finalizo com uma das minhas frases favoritas, do grande Charles Chaplin: ''A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.''

1 comentários:

Lídia Monteiro disse...

Quando a gente é menor sonha tanto, planeja tanto como vai ser o futuro.. Tem coisa que quando lembro dou risada. Aí a gentee pra mim o importante é isso cresce e percebe que grande parte das coisas (infelizmente) só acontecem em filmes. Mas vem outros sonhos e planos e pra mim o importante é isso. Nunca desacreditar. E também fazer o máximo pra que tudo ou quase se realizem.. A vida é curta demais, tem que ir atrás e se esforçar...